Suissinho no país das Dioxinas
Esta notícia tem duplo impacto porque está relacionada com a minha área de estudo e também com o meu emprego de Verão (distribuição de lacticínios Nestlé).
Na sexta-feira passada a Agência Espanhola para a Segurança Alimentar e Nutrição alertou para um nível de dioxinas acima do permitido por lei presentes no Suissinho. As quais se encontravam presentes no espessante/emulsionante E412 (Goma de Guar).
Já antes desse alerta e bastante antes das notícias da comunicação social, havia a indicação para retirar das lojas as três variedades do produto dos lotes indicados, muito deste produto ainda nem sequer se encontrava em circulação.
Não estou com isto a justificar o erro que houve por parte da Lactalis, principalmente ao nível do laboratório, porque não “escapou” às análises apenas um lote do produto em causa; mas também ao nível do sistema de HACCP, porque o problema deriva da falha de um ponto de controlo, do produtor de Goma de Guar.
O que é certo é que um erro destes, que nem chega a ter repercussões para a saúde (os níveis de dioxinas encontram-se um pouco acima do estipulado por lei, mas nunca em quantidade suficiente numa grupagem para provocar qualquer problema) já se começa a sentir nas vendas do Suissinho, cujo nome era famoso há muitos anos. E quando nos perguntam se “os Suissinhos estão envenenados” ou “porque é que isso ainda se vende”, dá para perceber o impacto na confiança dos consumidores.
Este é o primeiro post numa categoria nova, onde vou tentar mostrar porque é que eu acho que a Engenharia Alimentar tem futuro e que é um curso onde se deve apostar.
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