Salve sua excelência, Macaco
Back in the days para encontrar alguém a escrever diariamente não era só dar um pontapé numa pedra que lá saltava um blogger. Uns estavam na-cama outros no beliche e meia dúzia no café. Nessa altura não usava feeds para seguir ninguém, tinha uma lista de pessoas no próprio site que utiliza como os meus links externos, clicava neles todos os dias e ia ver o que se dizia de novo.
Havia uma família (que na altura não fazia ideia que era família) que seguia com bastante gosto: o Macaco, a Dee e o Coiso. Haviam Marcianas, rapazes fantasma, meias de leite, a Isa ainda não estava toda cor-de-rosa e meu “mano” Druida escrevia com bem afinco do que agora (não pagues o hosting que não é preciso).
O Macacos Sem Galho foi a minha maior inspiração quando passei para o formato que utilizava no Diário do Nabo no início de 2002 (do qual infelizmente não há arquivos), no que toca a organização de conteúdos, com entradas regulares e alguns artigos esporádicos. Não havia como não gostar deste gajo. Benfiquista, implicava com fumadores e maus condutores, tinha uma costela geek e jogava first-person shooters! Para além de me ter chegado a emocionar e nem o(s) conhecia pessoalmente…
Por tudo o que simbolizas para a Internet portuguesa e por tudo o que simbolizas para muita gente que te acompanha, um forte pontapé no rabo e parabéns pelos 10 anos.
As estatísticas do choradinho
Fake Tiago Farrajota
Já havia o blog do Fake Steve Jobs, o blog do Fake Bill Gates e o Twitter do Fake Nuno Markl. Hoje descobri que alguém andou a fazer comentários num weblog com o meu nome, e-mail e endereço, toda a informação clonada, incluindo o gravatar.
Não sei se foi pontual, mas espero que sim. A internet tem destas coisas. Se virem algum comentário estranho escrito por mim, se calhar não fui mesmo eu, porque nem costumo fazer muitos comentários por esses blogs fora. E sim, só um gajo extremamente egocêntrico bonito se podia comparar aos nomes citados em cima…
E o escuro revelou, que em mim a luz se esconde
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego
E a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
Ter coragem de querer
Não ceder nem desistir
Eu prometo.Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou
Que em mim a luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder nem desistir
Eu prometo.
Leitura Obrigatória #20090322
A indústria da música, como de costume, é perfeita, não faz asneiras. O seu modelo de negócio foi estabelecido no tempo dos gramofones e não precisa de mudar. A AFP (associação fonográfica portuguesa) descobriu que em 2008 a venda de música em Portugal caiu 11,5% e imediatamente veio para a imprensa culpar a “pirataria” esse monstro de costas largas que serve para amparar as asneiras e mentiras da indústria.
Melhor solução para backups?
Neste momento tenho um disco relativamente pequeno e rápido no desktop, um Seagate ST3250410AS de 250GB (prato único). Todo o conteúdo do disco está duplicado no meu Iomega de 500GB externo, mas é isso mesmo, está duplicado, ou seja, o conteúdo continua a ocupar bastante espaço no disco interno.
Não vou acrescentar outro disco interno ao sistema, não me parece a melhor forma de efectuar backups. E mais tarde ou mais cedo o disco duro actual vai ser substituído por um SSD (já não deve falta muito). Tenho em vista as seguintes soluções:
1) Comprar uma caixa externa que permita 2 discos em RAID 1, como é o caso da AC Ryan Alubox Duo (87,5€) e que ainda possui ligação LAN. Adicionar ao orçamento mais 130€ por 2 discos Western Digital WD5000AACS de 500GB. Total: 220€.
2) Comprar uma solução de backup idêntica à referida em cima mas da Western Digital. O My Book Mirror Edition, que permite escolher entre RAID 0 ou 1 e vem com software de backup automático. Apenas possui ligação USB 2.0, nada de LAN, FireWire ou eSATA. O preço ronda os 200€ para 1TB e 250€ para 2TB.
3) Comprar uma dock externa que lê discos 3,5″ e 2,5″ como a Sharkoon QuickPort Duo (50€). Assim posso utilizar HDDs como se de DVDs se tratassem. Desta forma posso adquirir discos pequenos a bom preço (segunda mão) e ter vários backups.
A hipótese que actualmente tem mais peso é a terceira. Permite-me mais margem de manobra e acaba por ficar mais barata. Dá mais trabalho na organização e se calhar acabo por não sincronizar os conteúdos de forma tão regular, mas também tem a vantagem de poder ter a informação redundante até ao infinito (ou quase), em vez de apenas duplicada. Estou aberto a novas opções/opiniões. Fico agradecido!
Rolling na Reboleira
Este é o single de apresentação do primeiro álbum dos Macacos do Chinês, de nome Ruídos Reais. Não será de certeza a melhor música do CD, mas para passar na rádio e na televisão até foi bem escolhida. Imprescindível ver e ouvir em HD claro.
Project 365
O Project 365 é um grupo do Flickr com mais de 9000 membros. O objectivo? Uma foto por dia durante 365 dias, nada mais nada menos que um ano. Porquê? Porque a vida passa rápido e não há nada melhor que olhar para trás e lembrar o que se passou, o que originou a foto, por onde se andou, com quem se esteve.
Para além disso, a ideia de no final fazer um álbum com as 365 fotos agrada-me bastante. Isto para não falar na evolução que acaba por ser uma consequência da obrigação de andar sempre com a máquina atrás. Por acaso até ando a pensar comprar uma compacta jeitosa. Talvez uma Panasonic FX-37 ou uma Fujifilm F50fd.
Podem seguir o desenrolar do projecto no meu Photoblog ou no meu Flickr…
Watchmen
Fui ver Watchmen no dia da sua estreia nacional. Não li a banda desenhada (ou novela gráfica ou como lhe quiserem chamar) e não tinha grande ideia de como iria ser o filme, tirando as noções leves retiradas do trailer. Pela Internet fora falava-se na obra mais fielmente transposta, de todo o sempre, para o grande ecrã.
O inicio do filme é um dos seus melhores momentos, somos introduzidos a um passado alternativo, com muitas das memórias normais misturadas com acontecimentos paralelos… O assassinato de John F. Kennedy, a chegada à lua e a pop art de Andy Warhol são apenas alguns dos exemplos. O desenrolar acaba por ser um pouco lento em alguns momentos, mas felizmente o Rorschach (Jackie Earle Haley) está lá para mantermos o interesse, aliás, ele está lá para roubar o brilho ao Dr. Manhattan (I made a joke), porque Watchmen acaba por ser sinónimo de Rorschach.

Temos um filme bastante denso no que toca a conteúdo, com uma história muito interessante, sem nenhum vilão em especial, sem ser o próprio ser humano. Os super-heróis são retratados como pessoas normais, com tanto de bom como de perverso, cada um com a sua própria visão do mundo. Visualmente também podemos contar com um filme muito acima da média, com um ambiente muito grunge, com bons efeitos especiais e com sequências de luta irrepreensíveis.
Mas Watchmen tem vários pontos que a mim, como simples apreciador de cinema e não fanboy da obra, me deixam de pé atrás… É utilizado gore em excesso, demasiado explícito e por vezes desnecessário, em situações onde não acrescenta nada ao filme. A banda sonora, tão boa mas com alguns enquadramentos simplesmente absurdos, parece-me o canal (mal) escolhido para o comic relief. Aquela cena de sexo softcore ao som do Hallelujah de Leonard Cohen, só dá mesmo para rir.
O final, é um anti-climax do caraças. Não é mau, é bastante interessante do ponto de vista ideológico, mas acaba por ser insípido tendo em conta o desenrolar da acção…
Já agora deixo aqui uma dica aos responsáveis pelo CGI por detrás do Dr. Manhattan. Para a próxima prestem mais atenção aos frames da boca (e ao sincronismo da mesma com o som) do que aos detalhes da piroca massiva do senhor.











