Adeus 2009
Profissional
O ano de 2009 prometia ser trabalhoso mas excelente, infelizmente o excelente foi adiado por tempo indefinido, acho que apanhou gripe A. O projecto de final de curso foi sem dúvida trabalhoso, foram seis meses de meter medo, mas que foram recompensados, pelo menos no que à nota diz respeito. A partir daí foi sempre a descer na produtividade. O mercado de trabalho está aquilo que todos sabemos, as ofertas são quase inexistentes ou quando existem são totalmente desajustadas… Ou seja, estes últimos seis meses foram passados no desemprego, algo que acaba por ser deprimente quanto baste e faz pensar no esforço não recompensado…
Fotografia
Troquei de câmara e investi no lineup como nunca até agora, não há nada como estar pobre mas feliz. Isso não se traduziu de todo em melhores fotografias, o aumento do peso na passagem da Nikon D50 para a Fujifilm S5 Pro fez com que diminuísse as saídas com a mesma. Agora tenho de arranjar uma Panasonic GF1 para compensar isso, mas para isso dava-me jeito ajustar o ponto referido lá mais em cima.

Weblog
Consegui recuperar finalmente as entradas anteriores a 2007, não foi fácil mas tudo agora está mais completo, mesmo que ninguém as vá ler, elas já fazem parte da casa. Escrevi menos que o ano passado, grande parte devido ao Twitter e ao Facebook, algo que eu espero alterar com um novo theme, talvez com uma melhor integração das redes sociais. Este já me cansa e isso como é óbvio não ajuda.
Então e 2010?
Que seja pelo menos como 2009, sempre significa que estou vivo e de boa saúde. Mas se é para pedir, quero trabalhar na minha área de formação, isso era fofo. Para além disso espero que os projectos agendados para o ano arranquem da melhor forma. E quero sair daqui! 2009 foi possível dos anos mais “parados” que já tive. Preciso passear mais, de preferência pela Europa com a câmara atrás.
Boas entradas para toda a gente, 2010 é um ano par, vai ser bom, gosto deles assim!
Feedback do site Lentesdecontacto.pt
Há uns anos que uso lentes de contacto, que são tão úteis como caras. Uma vez que a última caixa já tinha terminado há uns tempos, decidi procurar no eBay e nada, no Miau também não encontrei, nem nos classificados. Mas nada que o Google não respondesse e acabei no site Lentesdecontacto.pt.
Reparei logo que os valores não têm nada haver com os “normais” praticados nas lojas da especialidade. Eu uso Acuvue Oasys e da última vez que as comprei, paguei 74,00€ por duas embalagens de 6 lentes. Neste site estão a 48,95€. O meu irmão utiliza Acuvue 2, que custam normalmente 30€, no site estão a 22,99€.
Por isso, e mesmo não tendo nenhum tipo de feedback do site, encomendei as Oasys no dia 21 de Dezembro. Como é óbvio, eles não têm todas as variações de dioptrias, curvaturas, diâmetros em stock, por isso leva algum tempo a chegar do fornecedor. No meu caso foram facturadas a 28 de Dezembro e no dia seguinte estavam cá.
O meu feedback é por isso positivo, funciona bem e sempre se poupam uns trocos…
Flash Mob de Natal
Pode não ser a actividade mais original de sempre, nem o melhor flash mob alguma vez visto, mas pelo menos o pessoal da TAP/ANA levantou o cuzinho e deu alguns minutos de animação ao Aeroporto de Lisboa durante o dia de ontem.
Os estágios não remunerados
Como é normal, começo o dia a ler os feeds que tenho no Google Reader. Tenho agregado o site AgroEmprego, que costuma apresentar ofertas de emprego em várias áreas (Agronomia, Alimentar, Ambiente, Zootecnologia, etc) e vejo regularmente todas as ofertas que aparecem, respondendo por vezes às mais interessantes.
Mas já começo a ficar farto de ver ofertas de estágios não remunerados, principalmente porque à luz do código de trabalho tal coisa não existe e é ilegal.
Hoje está disponível a seguinte oferta:
Habilitações Académicas: Formação superior em Engenharia Alimentar, Ciências Nutrição e dietética, Engenharia Agro-alimentar, Saúde Ambiental, Medicina Veterinária, Engenharia Zootécnica, Engenharia Biotecnológica ou especialização na área da Higiene e Segurança Alimentar.
Função a Desempenhar: Técnico(a) Higiene e Segurança Alimentar. Condições: Ajudas de custo (subsídio de alimentação e transporte); Disponibilidade para estágio a full-time (09h-18h) de 6 meses.
Ou seja, necessitam de um escravo, preferencialmente com formação universitária, que esteja disponível 8 horas por dia, durante 6 meses, para ganhar 5€ de subsídio de alimentação e outros 5€ de subsídio de transporte por dia. Já estou a imaginar a conversa: “Estamos a oferecer-lhe uma oportunidade única! Nós damos-lhe a hipótese de tomar uma refeição totalmente financiada por nós, e ainda o ajudamos a chegar a Lisboa, em troca só tem de trabalhar durante 8 horas nesta fantástica empresa, que tem um ambiente espectacular, muitos até pagariam para trabalhar cá!”
É uma pena que muitos se sujeitem a situações precárias, são estes que fomentam este tipo de atitude por parte destas empresas. Muitos aliciados por promessas de emprego após o estágio, que acabam com um pontapé no rabo: “afinal não vai dar”.
Só existem oficialmente dois tipos de estágio. Curricular, não remunerado e que deriva de um protocolo assinado entre a entidade formadora e a empregadora, sempre como parte de uma etapa do processo formativo e nunca após a conclusão da formação. Profissional (IEFP/INOV), para recém-licenciados que ainda não exercem na área de formação, com duração de aproximadamente 1 ano e remuneração equivalente a dois salários mínimos nacionais.
Tudo o resto é ilegal se não for de encontro com o estipulado pelo Código do Trabalho. Se eu quisesse ser chulado, não tinha ido para a Universidade, ia para o Intendente.
Everyday I’m Harvestin’
Venho por este meio anunciar que vou deixar a minha vida de agricultor virtual. É verdade, este vídeo inspirou-me e deu-me a coragem necessária para desprezar as minhas plantações e os meus animais virtuais. Vai-me destroçar o coração ver aquelas linhas de actionscript deixadas ao abandono, mas eu sou forte.
Poker Face a cappella
Os putos precisam de se sujar
Eu quando tinha os meus 4 anos tinha uma predilecção por formigas. Costumava brincar num monte de areia dura, no meio da terra, onde utilizava a areia para criar um habitat para as formigas, o que envolvia ainda uma alta dose de laranjas maduras ou podres, para atrair as formigas. Para além disso, ainda costumava fazer casas em LEGO para gafanhotos, que eu andava a apanhar no meio das ervas. Terei jogado as mãos sujas à boca? De certeza! Terei comido alguma porcaria? Muito provavelmente. Se cresci saudável? Yap, sem doenças crónicas, sem qualquer tipo de alergia ou asma. Há ligação directa? Bem, há uma hipótese desde 1989.
In medicine, the hygiene hypothesis states that a lack of early childhood exposure to infectious agents, symbiotic microorganisms (e.g., gut flora or probiotics), and parasites increases susceptibility to allergic diseases by modulating immune system development.
Hoje lembrei-me de falar nisto devido a alterações no que toca à importância desta hipótese. À relativamente pouco tempo foi descoberta outra hipótese, que relaciona as inflamações crónicas com o risco de diabetes e problemas cardíacos, o estudo foi então aprofundado e como se pode ler no NewScientist a conclusão foi a seguinte:
McDade suggests that early exposure to germs could reduce chronic inflammation later in life, and therefore the risk of developing a host of serious conditions. “This takes the hygiene hypothesis well beyond allergy,” he says. “This is consistent with the effect of germs on immune development,” says Richard Gallo of the University of California, San Diego.
McDade hopes that one day we may be able to safely expose babies to the protective elements of germs without incurring the risks that come with infections. In the meantime, he is taking a less high-tech approach: “If my 2-year-old drops food on the floor, I just let him pick it up and eat it.”
Claro que não se devem por isso descurar os cuidados e cada caso é um caso. O que eu vejo é que é necessário um maior balanço, não é “ah, agora não vou esterilizar o biberão ao puto, pra ele crescer forte” mas também não é proibir uma criança de dois anos de brincar na relva porque “está” suja (sim, já ouvi isto algures).
Os meus juros valem menos que uma dúzia de ovos












